18/05/2013

GUINÉ, AMOR MALGÓS

AMOR QUE AMARGA

Há dias de  desilusões, de tristezas, desapontamentos e mágoas mal resolvidas.Faz tudo parte da vida. Mas os dias mais difícies, de todos os dias,  destes anos de vida fora longe de casa ,  foram os dias da saudade, mas  daquela saudade concreta, a saudade do meu lugar , da minha terra. Estes são dias sem sol, escuros, nublados com a alma emersa no lamaçal em que se tornou a minha terra, no que nos tornámos, nós os guineenses, aos olhos do mundo: crianças sem futuro, idosos sem um djemberem tranquilo para os dias que lhes restam, um povo sem rumo, sem paz e sem esperança .
E o amor é maravilhoso (??) ...dizem...

Mas a minha Guiné é um amor que corrói, um amor que destrói, uma chaga que não cura. Quanto mais a amamos mais nos fere, mais nos melindra. A Guiné é um amor que maltrata,  que fere fundo. É uma  chaga que não sara, não mata mas amarga.  Morre-se lentamente numa eterna espera ...Ser GUINEENSE  é morrer de amor sem amor ...


AMOR MALGÓS
Na nha kassa té djugudés i ladinus
Ku  se udjus bonitus,  se bistidus pretus di karga don, na se silencio discretu  nô  djugudës  ta limpa limpo puss  lixos ku djintons di morte dissa trass. Anôss, PUBIS, dunus di terra,  nô sinta na turpesa di kassabi boka iem. 
 Alinu li... nô sinta na pera paz , ki paz ku na bin bin, na  mon di djintons di morti
Anoss …PUBIS,  té djugudé mass nôss ..

Guiné  uai ..AMOR MALGÓS !

                                  (Foto de 2012-Bissau, perto da Imprensa Nacional)


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